Política do cartaz, ou cartaz da política??
Esta é a pergunta que eu lanço. Todos nós temos assistido à paupérrima pré-campanha eleitoral e ao nível a que se desceu.
Praticamente não se ouve um líder partidário a falar de propostas suas para a campanha, de novas ideias, de planos de governo, de apresentação clara de quem propõem para criar um governo (afinal são eleições legislativas, era bom saber quem se candidata a legislar!). Ainda existem pessoas que não conhecem os principais líderes, quanto mais os restantes...
Tudo a que se tem assistido não é a uma campanha eleitoral mas sim a uma aberta guerra eleitoral, em que o esforço de cada interveniente é colocado em atacar o adversário, rebuscando tudo o que for possível para denegri-lo e deitá-lo abaixo.
Não existe ninguém neste momento a dizer porque deve SER ele o primeiro-ministro, pelo contrário todos dizem porque os adversários NÃO devem ser eleitos!
Dá-me a sensação que ninguém quer ganhar, apenas querem que os outros percam, tipo "não me interessa quem ganha o campeoanto, desde que o porto perca!".
É triste não é?
Para mim isto é o reflexo, ou como eu dizia no início, o cartaz, da actual situação política em Portugal e naquilo que se tornou a democracia.
Os líderes são fracos (Sócrates primeiro-ministro??? Jerónimo de Sousa alguma vez com perfil de líder partidário? Mas que é isto?), os elementos que concorrem às listas são na maioria os do costume mais os amigos da faculdade. Faço minhas as palavras de Cavaco: que venham os "bons" políticos e que corram com os "maus"!
Repararam concerteza nos cartazes de cada um: Vê-se:
Cartaz do PSD: Contra Rumos e Marés (Jorge Sampaio) ou "Este sabe quem ele é!" (!)
Cartaz do PS: Portugal vai ter um rumo (mas não sabemos qual ou como e com quem)
Cartaz do PCP: Vota PCP (Uau! Que inovação num partido velho e ultrapassado)
Cartaz do PP: Voto útil (Hmm... mas porquê?)
Cartaz do BE: Apresenta eventuais medidas populistas fáceis de prometer para quem sabe não ser eleito
Triste não é?
Enfim... e a julgar pelas juventudes partidárias as coisas não estão nada melhores.
Desiludiram-me muito os cartazes da JSD em Lisboa. Um apela à desconfiança em Sócrates. Outro, apesar de correctamente apresentar os nº do desemprego não precisa de o fazer para se defender (?!) do Bloco de Esquerda. Não sei se serão realmente cartazes elaborados pela JSD ou antes do PSD sob essa capa. De qualquer das formas... de PPD-PSD não se vê nada. E é pena, em especial para um militante. Olha-se para os outros e até se arrepia. Os debates políticos a sério são evitados pelos que têm medo (nesse ponto Sócrates tem mesmo razões para tentar fugir) e os que são realizados têm sido anedotas, já para não falar do episódio que se passou com o Louça e que demonstra também que nem este serve.
Triste cartaz da política não é?
Abraços e Beijinhos!
31 janeiro 2005
29 janeiro 2005
O meu irmão a surfar
Grande surfista hem? :p
Enfim o miúdo já lhe dá uns toques e já apanha umas onditas...
Nada mau! Eu só surfei uma vez no Guincho e adorei a experiência (quando houve as Yorn Surf Clinics)!! Este Verão se calhar ainda vou pegar na prancha, frequento umas aulitas e cá vou! Pessoal, quem tiver interessado diga e assim combinamos!! :D
18 janeiro 2005
Partilha das Famílias
Este Domingo tivémos em S. João a nossa reunião com as famílias para partilharem com a equipa e os voluntários a experiência que sentiram durante o encontro de jovens de Taizé.
Embora não tenha ido muita gente, todos as que foram quiseram participar e ouvimos alguns testemunhos muito belos de famílias que se uniram graças ao encontro, corações duros que amoleceram perante esta demonstração de fé e confança, maridos chatos que cederam a receber bem os jovens, filhos afastados da igreja que descobriram uma nova maneira de encarar a fé, Deus e a igreja. Até em pequenos pormenores muitas pessoas descobriram muita coisa em que podem evoluir para tornar a vida da família e dos que vivem em redor em algo melhor.
Algumas famílias aproveitaram para aprender línguas, conhecer um pouco os países de origem de cada jovem, e até lhes ofereceram a casa para sempre que queiram passar férias em Portugal e vice-versa.
Nos emails que recebo regularmente li vários testemunhos de jovens que descobriram o espírito "taizaico" e ganharam imensa força e confiança. Chegou finalmente a altura de ouvir todas as coisas boas, já que enquanto equipa de preparação nós deparávamo-nos mais com os casos maus que tinham de ser resolvidos. E foram vários os belos testemunhos que tive oportunidade de ouvir, inclusivé de deixar várias senhoras de olhos cristalinos com lágrima ao canto e de sorriso de orelha a orelha!
Recebemos até um presente da Magdalena (a voluntária em contacto com a nossa zona) que só vamos abrir quando brevemente nos juntarmos para um jantar! Trazia também um postalinho que mencionava o que escrevi no blog (no post sobre o encontro) sobre o sentimento de que Deus necessitava de mim.
Bem, numa palavra, foi lindo!
PS: Este fim de semana ainda tive a sorte de ter assisitdo ao espetáculo "Plan B" no CCB e ao famoso bailado "A Bela Adormecida" da companhia de Kiev no Coliseu dos Recreios. O bailado foi lindo (mesmo para quem não precebe nada do assunto! :p)
Foi tudo óptimo para desanuviar a cabeça durante um fim-de-semana a meio da época de exames!
Embora não tenha ido muita gente, todos as que foram quiseram participar e ouvimos alguns testemunhos muito belos de famílias que se uniram graças ao encontro, corações duros que amoleceram perante esta demonstração de fé e confança, maridos chatos que cederam a receber bem os jovens, filhos afastados da igreja que descobriram uma nova maneira de encarar a fé, Deus e a igreja. Até em pequenos pormenores muitas pessoas descobriram muita coisa em que podem evoluir para tornar a vida da família e dos que vivem em redor em algo melhor.
Algumas famílias aproveitaram para aprender línguas, conhecer um pouco os países de origem de cada jovem, e até lhes ofereceram a casa para sempre que queiram passar férias em Portugal e vice-versa.
Nos emails que recebo regularmente li vários testemunhos de jovens que descobriram o espírito "taizaico" e ganharam imensa força e confiança. Chegou finalmente a altura de ouvir todas as coisas boas, já que enquanto equipa de preparação nós deparávamo-nos mais com os casos maus que tinham de ser resolvidos. E foram vários os belos testemunhos que tive oportunidade de ouvir, inclusivé de deixar várias senhoras de olhos cristalinos com lágrima ao canto e de sorriso de orelha a orelha!
Recebemos até um presente da Magdalena (a voluntária em contacto com a nossa zona) que só vamos abrir quando brevemente nos juntarmos para um jantar! Trazia também um postalinho que mencionava o que escrevi no blog (no post sobre o encontro) sobre o sentimento de que Deus necessitava de mim.
Bem, numa palavra, foi lindo!
PS: Este fim de semana ainda tive a sorte de ter assisitdo ao espetáculo "Plan B" no CCB e ao famoso bailado "A Bela Adormecida" da companhia de Kiev no Coliseu dos Recreios. O bailado foi lindo (mesmo para quem não precebe nada do assunto! :p)
Foi tudo óptimo para desanuviar a cabeça durante um fim-de-semana a meio da época de exames!
17 janeiro 2005
Aterragem em Titã
Esta sexta-feira, após a sua viagem de sete anos através do Sistema Solar a bordo da nave espacial Cassini, a sonda Huygens da ESA (agência espacial europeia) atingiu a atmosfera exterior de Titã ao fim de uma viagem de 20 dias e de 4 milhões de kms depois da separação da nave-mãe Cassini a 25 de Dezembro e efectuou, com êxito, a descida através da atmosfera de Titã, a maior lua de Saturno e pousou com segurança na sua superfície.
Funcionou muito bem, já enviou imensas informações e conseguiu sobreviver bastante mais tempo do que o previsto.
O grande interesse desta conquista espacial deve-se ao facto de se acreditar que titã tem condições e caracterísiticas químicas semelhantes à Terra antes de surgir Vida.
É claro que esta notícia me entusiasmou imenso, por ser um fã de astronomia e em especial por ser uma importante conquista feita pela Europa e pela Humanidade.
Podem saber tudo em imensos sites mas destaco o da ESA, ou o mesmo em versão Portuguesa.
A foto é artística mas já estão à disposição várias fotos recolhidas, inclusivé a cores. Até podem ouvir um mp3 com o som da aterrangem da sonda!!
10 janeiro 2005
O mundo é pequeno
O mundo é pequeno, a vida é curta e com demasiado potencial para ser desperdiçada com mesquinhez, comodismo e materialismo.
Fica aqui uma nota do grande pesar que tenho pela catástrofe que se abateu no Sudeste Asiático. Não vale a pena entrar com discursos, mas fica o gesto de solidariedade com esses povos devastados que não baixaram os braços!
Como somos pequenos e mesquinhos com coisas tão mundanas e insignificantes face a outros valores que só sobem quando sentimos na pele situações assim. Podem ver um mapa das regiões afectadas neste link
Deixo-vos a este propósito esta mensagem que li esta semana e de que gostei muito. Achei interessante para reflectirem.
Para quem conhece o João César das Neves (Economista católico) deixo também aqui o link para o conto de Natal dele deste ano: http://dn.sapo.pt/2004/12/27/opiniao/conto_natal.html
"Podemos falar em três desafios para o mundo actual: a Paz, a Justiça e o Ambiente (...). Atrás destes desafios esconde-se outra necessidade: a mudança de mentalidade dos jovens que devem cultivar a solidariedade, e o respeito por todos os que vivem neste planeta, sejam negros, brancos, amarelos, castanhos, jovens ou idosos. Todos têm os mesmos direitos.
Os jovens não compreendem quais são os desafios do mundo actual. Pensam que o seu único desafio é terem prazer, um bom carro, e um emprego fácil. De preferência o mais depressa possível. Se o conseguirem ficam satisfeitos. Mas não devem ficar satisfeitos enquanto não assumirem um compromisso com os outros. Foi o que a minha geração aprendeu: a necessidade de olharmos uns para os outros. Depois da II Guerra Mundial tivemos de reconstruir a Europa. Agora, os jovens não sabem para onde devem ir. Precisam de um compromisso, de investir a coragem e a inteligência em benefício dos outros e não apenas em proveito próprio. Se o fizerem terão uma vida útil e interessante. Caso contrário terão uma vida chata. Por isso, insisto: não sejam cínicos, não sejam cépticos, envolvam-se!"
Fica aqui uma nota do grande pesar que tenho pela catástrofe que se abateu no Sudeste Asiático. Não vale a pena entrar com discursos, mas fica o gesto de solidariedade com esses povos devastados que não baixaram os braços!
Como somos pequenos e mesquinhos com coisas tão mundanas e insignificantes face a outros valores que só sobem quando sentimos na pele situações assim. Podem ver um mapa das regiões afectadas neste link
Deixo-vos a este propósito esta mensagem que li esta semana e de que gostei muito. Achei interessante para reflectirem.
Para quem conhece o João César das Neves (Economista católico) deixo também aqui o link para o conto de Natal dele deste ano: http://dn.sapo.pt/2004/12/27/opiniao/conto_natal.html
"Podemos falar em três desafios para o mundo actual: a Paz, a Justiça e o Ambiente (...). Atrás destes desafios esconde-se outra necessidade: a mudança de mentalidade dos jovens que devem cultivar a solidariedade, e o respeito por todos os que vivem neste planeta, sejam negros, brancos, amarelos, castanhos, jovens ou idosos. Todos têm os mesmos direitos.
Os jovens não compreendem quais são os desafios do mundo actual. Pensam que o seu único desafio é terem prazer, um bom carro, e um emprego fácil. De preferência o mais depressa possível. Se o conseguirem ficam satisfeitos. Mas não devem ficar satisfeitos enquanto não assumirem um compromisso com os outros. Foi o que a minha geração aprendeu: a necessidade de olharmos uns para os outros. Depois da II Guerra Mundial tivemos de reconstruir a Europa. Agora, os jovens não sabem para onde devem ir. Precisam de um compromisso, de investir a coragem e a inteligência em benefício dos outros e não apenas em proveito próprio. Se o fizerem terão uma vida útil e interessante. Caso contrário terão uma vida chata. Por isso, insisto: não sejam cínicos, não sejam cépticos, envolvam-se!"
Stéphane Hessel (embaixador dignatário de França) em entrevista à Visão (Nº 618)
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